O ATG (Automated Tank Gauge) mede o tanque em tempo real e detecta vazamentos antes que virem prejuízo. Veja como funciona, o que a norma exige e como escolher.
O ATG, conhecido no Brasil como Sistema de Medição Automática de Tanques, é a tecnologia que substituiu a régua manual e a planilha por medição eletrônica contínua dentro do tanque de combustível. Para quem opera com ponto de abastecimento interno, pátio próprio ou caminhão comboio rodando na frente de obra, mineração ou agro, o ATG é o que coloca o combustível dentro do mesmo controle de inventário que os outros insumos críticos da empresa já têm.
Quando o nível, a temperatura e a presença de água no fundo do tanque passam a ser monitorados em tempo real por uma sonda eletrônica integrada a uma plataforma em nuvem, três coisas mudam de uma vez:
- O consumo passa a ser rastreável bico a bico.
- O vazamento é detectado antes de virar dano ambiental.
- A divergência entre o que entrou e o que saiu deixa de ser estimativa para virar relatório auditável.
Por trás disso, o sistema faz a compensação automática pela temperatura, já que o combustível expande e contrai conforme o calor. Quando a diferença entre entrada e saída excede o tolerável, o sistema dispara alarme.
Como funciona um ATG por dentro
Um ATG bem projetado tem três blocos, cada um dependente dos outros dois.
Bloco 1: A sonda
A sonda é o componente que fica fisicamente dentro do tanque, instalado por uma abertura no topo, e desce até o fundo. Ela carrega flutuadores ou sensores que registram, ponto a ponto, o nível do produto, o nível de água e a temperatura ao longo da coluna de combustível. A escolha da tecnologia da sonda (magnetostrictiva, hidrostática, ultrassônica ou por radar) define a precisão de todo o sistema, e é o que viabiliza ou não cumprir o padrão de detecção de vazamento de 0,76 l/h exigido pela EPA.
A Sonda ATG da ctasmart usa tecnologia magnetostrictiva e foi projetada para operar em tanque interno de frota própria, em tanque aéreo de pátio industrial, em base remota de mineração e em caminhão comboio, com integração nativa entre nível, temperatura real e água acumulada.
Bloco 2: O console
O console é o cérebro do ATG. Ele recebe os dados da sonda em tempo real, aplica os algoritmos de compensação térmica, calcula o volume real (não o aparente) e configura os modos de detecção de vazamento. A literatura técnica da EPA descreve dois modos principais: o SLD (Static Leak Detection), com teste de estanqueidade a cada 30 dias com o tanque em repouso, e o CSLD (Continuous Statistical Leak Detection), que analisa estatisticamente o consumo durante a operação normal, sem precisar parar.
Bloco 3: A camada de comunicação
A camada de comunicação é o que tira o dado do console e o leva até o gestor, seja por cabo serial até um sistema no escritório, seja por chip 4G e Wi-Fi até um servidor em nuvem. Sem essa camada, o ATG vira um console isolado, e o dado não chega à mesa de quem decide.
No portfólio da ctasmart, a comunicação já é nativa. O chip 4G e a opção Wi-Fi estão embarcados, e o dado vai direto para o Sistema Web em nuvem, com mais de 20 relatórios prontos e mais de 300 integrações já entregues com ERPs, telemetria e meios de pagamento.
Tecnologias de medição: por que a magnetostrictiva virou padrão?
Existem quatro famílias principais de sondas usadas em sistemas ATG, e a diferença entre elas é prática. Cada tecnologia entrega um nível distinto de precisão, e isso muda o que o ATG é capaz de fazer.
A magnetostrictiva usa o tempo de propagação de um pulso magnético ao longo de um fio dentro da sonda. Tem resolução de fração de milímetro, diferencia combustível de água acumulada no fundo e domina o manual de equipamentos certificados pela EPA porque é a tecnologia que entrega de forma consistente a precisão exigida pelo padrão 0,2 gph. É a opção adotada no portfólio nacional da CTA Smart.
As demais (hidrostática com sensores de pressão, ultrassônica com pulsos de som refletidos e radar com ondas eletromagnéticas) funcionam em nichos específicos, mas perdem precisão em variação térmica, vapor ou turbulência, ou têm custo proibitivo para tanque interno típico. Por isso, na hora de comparar fornecedores, a primeira pergunta técnica continua sendo qual tecnologia de medição a sonda usa.

Regulamentação brasileira: a base normativa que define o terreno
No Brasil, a categoria é regida por um conjunto de normas que se complementam. A Resolução Conjunta ANP/INMETRO nº 1/2013 estabelece os requisitos técnicos, construtivos e metrológicos dos sistemas de medição de combustíveis líquidos, com foco na credibilidade do resultado.
No campo técnico-construtivo, a ABNT NBR 13786 define os componentes mínimos do sistema de armazenamento subterrâneo, a ABNT NBR 16161 especifica o sistema de gerenciamento eletrônico de estoque - que é exatamente o terreno do ATG. E a ABNT NBR 15594-1, em sua versão pública, estabelece os procedimentos de operação segura e ambientalmente adequada.
Por cima de tudo isso vem o licenciamento ambiental estadual (CETESB, FEPAM, IAT, INEA), que costuma exigir comprovação de detecção de vazamento como condição de operação. O Guia de Boas Práticas da ABIEPS consolida boa parte dessa base normativa para quem precisa de uma leitura única. Qualquer fornecedor sério precisa estar enquadrado nas três camadas: ABNT, ANP/INMETRO e licenciamento ambiental.
Onde o ATG é usado hoje
A categoria nasceu nos postos revendedores americanos nos anos 1980, mas hoje aparece em qualquer operação que recebe, armazena e dispensa combustível dentro do próprio perímetro.
Em frota própria com tanque interno, o ATG cruza o nível do tanque com o consumo do bico e fecha o balanço diário, eliminando a divergência entre o que entrou pelo recebimento e o que saiu pelo abastecimento. É o caso da transportadora, da construtora, da empresa de logística e da locadora pesada.
Em mineração, agronegócio e construção pesada, o ATG vai junto do caminhão comboio para o pátio remoto ou frente de lavra, com chip 4G embarcado e operação offline com sincronização posterior. É a única forma viável de manter o inventário em base sem internet permanente.
Em indústria com diesel para gerador, lubrificantes e Arla 32, o ATG transforma o consumo de fluidos auxiliares em dado controlável, e não mais estimado pela memória do supervisor de pátio.
O denominador comum é simples: toda operação com tanque próprio precisa de uma camada de medição contínua para que o combustível deixe de ser despesa estimada e vire ativo controlado, com auditoria e rastreabilidade.
ATG e régua manual: por que a comparação acabou?
A medição manual com régua e planilha ainda existe em milhares de pátios internos brasileiros, e em todos eles o número que aparece na planilha não confere com o número real do tanque. A inclinação natural, a expansão térmica, o erro de leitura humano e a frequência baixa de aferição produzem uma imprecisão que, em volumes industriais, vira centenas de milhares de reais por ano de perda silenciosa. Como sintetiza o Brasil Postos em sua análise técnica, a régua continua útil como redundância pontual, mas não é instrumento de gestão.
A consequência prática é o que importa para o financeiro. A referência mais comum no mercado coloca a perda atribuída ao controle manual de combustível em frota própria entre 5% e 20% do consumo total. Em uma operação de R$ 500 mil mensais em diesel, isso são de R$ 300 mil a R$ 1,2 milhão por ano deixados sobre a mesa. Um ATG resolve esse delta, e o payback típico relatado por fornecedores fica entre 12 e 24 meses, dependendo do nível de descontrole anterior.
ATG, na prática, com a ctasmart
A ctasmart desenvolveu nas últimas duas décadas um ATG completo, com tecnologia proprietária e suporte técnico nacional, focado em quem opera com tanque interno, pátio próprio ou caminhão comboio. A Sonda ATG usa tecnologia magnetostrictiva, faz a compensação automática pela temperatura real do produto, detecta o nível de água acumulada no fundo do tanque e envia o dado em tempo real via chip 4G ou Wi-Fi para o Sistema Web em nuvem, com alerta automático de estoque mínimo direto no e-mail do gestor.
A integração com ERP, telemetria e meios de pagamento já vem pronta: mais de 300 integrações entregues, sendo mais de 100 com ERPs, mais de 20 com telemetria e mais de 20 com meios de pagamento. O prazo padrão de instalação é de 35 dias úteis após a assinatura, com equipe técnica nacional, e a solução opera tanto em ponto de abastecimento interno (pátio fixo) quanto em caminhão comboio, atendendo diesel, Arla 32 e lubrificantes na mesma plataforma.
Hoje são mais de 4 mil bicos automatizados, 350 mil veículos controlados e 2 bilhões de litros abastecidos por ano em operações no Brasil e em mais de oito países, com economia de até 20% no consumo de combustível em relação ao controle anterior.
Se a sua operação se encaixa nesses cenários, entre em contato conosco.
Perguntas frequentes sobre ATG
O ATG é a mesma coisa que uma sonda de tanque?
Não exatamente. A sonda é o componente físico que fica dentro do tanque. O ATG é o sistema completo, que inclui a sonda, o console que processa os dados e a camada de comunicação que leva o dado para a plataforma de gestão.
O ATG funciona em tanque aéreo, ou só em subterrâneo?
Funciona nos dois. A categoria nasceu em tanque subterrâneo, mas as sondas magnetostrictivas modernas operam igualmente bem em tanque aéreo de pátio industrial, base de mineração, frota interna e caminhão comboio.
O ATG detecta vazamento de verdade ou só mede o nível?
Detecta. O padrão internacional fixado pela EPA exige capacidade de identificar vazamento de 0,2 galões por hora (0,76 l/h) com 95% de probabilidade de detecção e 5% de alarme falso.
O ATG precisa de internet permanente para funcionar?
Não. As soluções maduras armazenam o dado localmente e sincronizam quando a conexão volta. É isso que viabiliza a operação em pátio remoto, mineração e agro.
Como o ATG conversa com o ERP da empresa?
Via webservice. As plataformas em nuvem expõem APIs documentadas que ERPs e sistemas de telemetria consomem. Em volume, o que conta é o histórico de integrações já entregues, não a promessa abstrata de integração futura.


