Controle de combustível na garagem: a virada da Kopereck

Controle de combustível na garagem: a virada da Kopereck

20 de agosto de 2026

A Kopereck trocou a anotação manual pelo controle de combustível automatizado e hoje acompanha cada litro da frota de ônibus em tempo real. Entenda o caso.

Há 40 anos a Kopereck transporta passageiros em Pelotas, no Rio Grande do Sul, com frota própria de ônibus municipais e de turismo. Todo dia, na própria garagem, dezenas de veículos passam pela bomba antes de sair para linhas urbanas e viagens de fretamento. Durante a maior parte dessa história, cada um desses abastecimentos terminava em uma anotação feita à mão.


O desfecho é familiar para quem administra frota: números que nunca fechavam, consumo calculado por estimativa e uma pergunta que voltava todo mês sem resposta, para onde exatamente estava indo o diesel. Foi esse ponto que a automação resolveu, e é dele que trata este artigo.


O diesel manda no resultado do transporte de passageiros


Em uma empresa de ônibus, o diesel responde por cerca de 30% dos custos operacionais, segundo a NTU, atrás apenas da folha de pagamento. E é uma despesa que a empresa não consegue repassar quando o preço na bomba sobe, porque o reajuste da tarifa depende do poder público e costuma levar meses para sair.


Se o preço não se negocia, resta olhar para o volume. E o consumo por veículo é alto: um ônibus urbano faz 2,3 km por litro, segundo dados reunidos pela EPE, e roda cerca de 5.000 km por mês. São mais de 2 mil litros em um único ônibus, cerca de 80 mil litros em uma frota de 40 veículos. Nessa escala, cada 1% de diesel que desaparece sem explicação custa quase R$ 5,7 mil por mês.


É aí que o controle de combustível deixa de ser assunto operacional e vira assunto de margem. Sem influência sobre o preço nem sobre a tarifa, a empresa ainda tem uma alavanca ao seu alcance: garantir que cada litro comprado vire quilômetro rodado. E essa garantia se constrói na hora do abastecimento, dentro da própria garagem.


Kopereck: 40 anos de operação e um controle de combustível no papel 


A Kopereck abastece na garagem, em tanque próprio, com os ônibus entrando e saindo em janelas de horário bastante concentradas. É exatamente a rotina retratada nos desafios invisíveis da gestão de combustível no transporte rodoviário de passageiros: movimento intenso em pouco tempo, veículos na fila e um registro preenchido no meio da correria.


Anotar em caderno e passar para a planilha depois cobrava seu preço: a informação chegava atrasada, incompleta e sem a possibilidade de conferência. A empresa sabia quanto diesel entrava no tanque. O que escapava era o destino de cada litro, o horário de cada saída e o motorista responsável. Sem essa amarração, a média de consumo por veículo não passa de suposição.


O custo mais alto dessa lacuna apareceu na forma de furto, como a própria empresa reconhece ao relatar o antes e o depois da automação: 


"A principal funcionalidade que a gente vê no equipamento é a facilidade de conseguir os dados. A gente tinha muito problema com furtos porque não era um sistema automatizado."


O cenário está longe de ser exclusividade da Kopereck. O furto de combustível voltou a crescer no Brasil em 2025, depois de seis anos em queda, segundo o Instituto Combustível Legal. O desvio interno prospera exatamente onde falta rastreabilidade, e essa brecha permanece aberta enquanto a gestão do abastecimento interno em empresas de transporte continua sendo feita no papel.


Como a automação entrou na garagem da Kopereck


A mudança começou com o CTA Pedestal instalado na bomba interna. Desde então, nenhum bico é liberado antes da identificação do veículo e do motorista, e o volume abastecido é medido ali mesmo e enviado na hora para a Plataforma Web. Com isso, a gestão de abastecimento passou a se apoiar em dados coletados no próprio equipamento, e não na memória de quem estava na bomba. 


A equipe recebeu a novidade com alguma desconfiança, receio comum em operações acostumadas ao papel por décadas. A adaptação, porém, levou pouco tempo, porque o equipamento é simples de operar e a rotina do frentista permaneceu praticamente a mesma.


A transformação mais sentida no dia a dia foi outra: o acesso à informação. Hoje a gestão consulta a média de cada ônibus pelo celular ou pelo notebook, de onde estiver, sem esperar o fechamento do mês. O consumo por tanque, por veículo e por motorista saiu da planilha de fim de período e virou acompanhamento diário.


Cada litro com destino conhecido: o que a Kopereck ganhou


O primeiro efeito apareceu na relação com a equipe, e é um ganho que costuma passar despercebido na hora de avaliar um sistema de abastecimento. Com anotação manual, qualquer diferença no fim do mês pairava sobre todo mundo que passava perto da bomba, e não havia como confirmar nem descartar nada. Agora cada abastecimento tem veículo, motorista e horário, e a conversa deixa de girar em torno de uma suspeita difusa para tratar de um lançamento específico. Foi por isso que a resistência inicial dos funcionários durou pouco: o registro também protege quem trabalha certo.


O segundo ganho demora um pouco mais para aparecer, mas muda a gestão da frota. Quando a média por veículo se torna confiável, fica possível distinguir o que é característica da rota, o que é estilo de condução e o que é manutenção atrasada. O ônibus fora da curva passa a ser apontado pelo relatório, e não pela impressão de quem acompanha a garagem. Somados, esses efeitos aparecem no custo: entre os clientes da ctasmart, a redução no gasto com abastecimento chega a 20%.


Automação encerra a discussão sobre o litro que sumiu


Depois de automatizar a bomba da garagem, o consumo de cada ônibus da Kopereck deixou de ser uma estimativa fechada no fim do mês e passou a ser um registro disponível a qualquer hora. A pergunta que abria todo fechamento, para onde exatamente estava indo o diesel, hoje tem resposta na tela, com veículo, horário e litragem.


Em uma operação de 40 anos, com ônibus municipais e de turismo abastecendo lado a lado todos os dias, é esse registro que sustenta as decisões de custo: apontar o veículo fora da média, corrigir o problema no mesmo dia em que ele aparece e chegar ao fim do ano com o gasto de diesel sob controle.


E na sua garagem: uma diferença no tanque aparece no mesmo dia ou só no fechamento do mês?


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Perguntas frequentes


Como funciona o controle de combustível em frota de ônibus?

O equipamento instalado na bomba da garagem identifica o veículo e o motorista antes de liberar o abastecimento e mede o volume efetivamente fornecido. O registro vai automaticamente para a Plataforma Web, o que permite acompanhar consumo por tanque, por ônibus e por motorista sem depender de anotação manual.


Automatizar o abastecimento evita furto de diesel na garagem?

Reduz de forma significativa, e foi esse o ganho apontado pela Kopereck. Sem identificação e medição automática, não há como comprovar quanto diesel foi para cada veículo, e é nessa lacuna que o desvio acontece. Com cada litro vinculado a um ônibus, a um motorista e a um horário, a diferença entre o que saiu do tanque e o que foi abastecido fica visível e pode ser investigada na origem.


A equipe da garagem tem dificuldade para usar o sistema?

Foi o receio inicial da Kopereck e não se confirmou. A rotina de abastecimento continua parecida com a anterior e a operação do equipamento é direta, o que fez a adaptação acontecer rapidamente, mesmo entre quem trabalhava havia anos com registro em papel.


Dá para acompanhar o consumo da frota à distância?

Sim. As médias de desempenho de cada veículo ficam disponíveis na Plataforma Web e podem ser consultadas pelo celular ou pelo notebook, de qualquer lugar. A gestão da Kopereck aponta essa acessibilidade remota como um dos principais ganhos do sistema.


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