Controle de combustível no agronegócio: case Grupo FV Cereais
Como o Grupo FV Cereais automatizou o controle de combustível em fazendas do Mato Grosso do Sul e reduziu em até 20% os custos de abastecimento na safra.
O Grupo FV Cereais atua desde 2006 no Mato Grosso do Sul, cultivando soja, algodão e milho. Nos picos de safra, a operação movimenta mais de 200 mil litros de diesel em um único mês para manter o maquinário pesado rodando nos talhões. Até a automação chegar à fazenda, esse volume passava de um tanque para outro sem um registro automático sequer.
Esse cenário mudou quando a operação automatizou o abastecimento no campo. A seguir, entenda o que motivou a decisão, como a implantação aconteceu e o que a gestão passou a enxergar depois que cada litro ganhou registro próprio.
O diesel como insumo crítico da lavoura
Nas culturas que o Grupo FV Cereais explora, o combustível está presente em cada fase da produção: preparo do solo, plantio, pulverização, colheita e transporte interno da safra. Com a alta acumulada de 23% no litro do diesel nos últimos meses, levantamento da Farsul apontou prejuízo de R$ 7,2 bilhões ao agronegócio brasileiro. Para a soja, a alta adicionou R$ 42,74 por hectare ao custo de produção; para o algodão, R$ 80,95 por hectare. Duas das lavouras que o grupo mantém no estado.
Nesse cenário, o controle de combustível deixa de ser uma questão operacional secundária e passa a ser um ponto direto de preservação de margem. O preço do litro não depende do produtor, mas o volume que sai do tanque sem virar trabalho na lavoura depende.
Grupo FV Cereais: o desafio de controlar 200 mil litros no campo
Com o maquinário espalhado por diferentes talhões, o abastecimento do Grupo FV Cereais acontece no campo, com o caminhão comboio levando o diesel diretamente até as colhedeiras e tratores em operação. Essa é a realidade do agronegócio de grande escala: a máquina não para; o comboio é que chega até ela.
Até aqui, a logística funcionava bem. O que faltava era o registro de cada abastecimento feito nesse trajeto: tudo dependia de anotação manual do frentista, preenchida depois da operação, muitas vezes com o maquinário ainda rodando e o sinal de internet instável. O dado chegava à gestão com defasagem e sem possibilidade de verificação. A empresa sabia o quanto entrava no tanque do comboio, mas não conseguia rastrear para qual máquina o diesel tinha ido nem quando.
Em picos de safra, com mais de 200 mil litros movimentados em um único mês, essa lacuna representava uma janela ampla para desvios, vazamentos e erros de registro. São os desafios da gestão de combustível no agronegócio que qualquer operação mecanizada de escala enfrenta: distância, simultaneidade e velocidade de operação que a planilha não foi feita para acompanhar.
Como o controle de combustível chegou à operação do Grupo FV Cereais
O Grupo FV Cereais optou pelo CTA Mobile, instalado diretamente no caminhão comboio. A partir da implantação, cada abastecimento só acontece após a identificação do frentista e da máquina via cartão RFID. O volume liberado é medido e enviado em tempo real para a Plataforma Web por chip 4G integrado, que garante a transmissão mesmo em áreas com sinal limitado. Se a conexão cair, o equipamento salva os dados localmente e sincroniza assim que o sinal é restabelecido.
Peter Ferter e Júlia Ferter, sócio e administradora do Grupo FV Cereais, descrevem as perguntas que o sistema passou a responder:
"Onde está indo o óleo diesel? Tem furto? Tem vazamento? Tudo isso você consegue analisar trabalhando com o controle da ctasmart. A ctasmart entrou inovando na fazenda. Foi o primeiro sistema que implementamos e a gente ficou muito satisfeito com os resultados que obtivemos."
Com a gestão de abastecimento centralizada na Plataforma Web, a equipe passou a ter visibilidade sobre o consumo por máquina, por operador e por turno, sem depender do retorno do comboio para cruzar os dados.
Diesel controlado, margem preservada na safra
O ganho central do Grupo FV Cereais foi passar a enxergar um número que antes não existia: a diferença entre o que sai do tanque do comboio e o que efetivamente chega a cada máquina.
Uma operação com 200 mil litros de diesel por mês de colheita gasta perto de R$ 1,5 milhão só em combustível, conforme os preços do levantamento semanal da ANP. Clientes da ctasmart que automatizam esse controle registram redução de até 20% nos custos de abastecimento, o equivalente a até R$ 300 mil preservados nesse mesmo mês. Multiplicado pelos meses de safra, esse valor deixa de ser um detalhe e passa a pesar no resultado do ano.
Com o diesel mais caro pressionando os produtores rurais, esse controle vale mais a cada safra. As métricas para calcular o retorno da automação em uma operação específica estão no artigo sobre o ROI da gestão de combustíveis.
Um desvio no seu comboio hoje aparece na hora ou só no fechamento da safra?
Fale com a ctasmart e descubra quanto sua operação pode economizar automatizando o controle de combustível, como fez o Grupo FV Cereais.
Perguntas frequentes
Como o controle de combustível evita furtos e vazamentos no comboio agrícola?
O CTA Mobile identifica o frentista e a máquina antes de liberar cada abastecimento e registra o volume exato liberado. Qualquer diferença entre o que saiu do comboio e o que chegou à máquina aparece na Plataforma Web, o que reduz o espaço para furtos, vazamentos e erros de registro. O tema ganhou relevância recente: o furto de combustível voltou a crescer no Brasil em 2025, segundo o Instituto Combustível Legal.
Que dados a gestão passa a ter depois de automatizar o abastecimento no campo?
Com o controle automatizado, a gestão acompanha o consumo de combustível por máquina, por operador e por turno, sem depender do retorno do comboio para cruzar informações. Foi essa visibilidade que o Grupo FV Cereais ganhou ao instalar o CTA Mobile, respondendo com dados perguntas sobre furto e vazamento que antes só tinham resposta por estimativa.
Quanto custa não controlar o combustível em uma fazenda?
Depende do volume consumido. Uma operação que movimenta 200 mil litros por mês em safra gasta cerca de R$ 1,5 milhão em diesel. Nesse cenário, uma perda de 5% a 6% por desvios e erros de registro representaria entre R$ 75 mil e R$ 90 mil mensais saindo do caixa sem gerar produtividade.
Em quanto tempo a automação de abastecimento se paga no agronegócio?
O payback depende do volume consumido e do nível de perda atual. Com a redução de até 20% nos custos de abastecimento registrada por clientes da ctasmart, operações de médio e grande porte como o Grupo FV Cereais tendem a recuperar o investimento dentro do primeiro ciclo de safra.
O sistema funciona em fazendas sem sinal de internet?
Sim. O CTA Mobile opera com chip 4G integrado e mantém o registro local dos abastecimentos para sincronização assim que o sinal é restabelecido. Isso garante rastreabilidade mesmo em fazendas afastadas de centros urbanos, como as do interior do Mato Grosso do Sul.


