Veja para que serve o ARLA, os riscos de operar sem ele e como controlar esse consumo na frota, com mais previsibilidade de custo e menos paradas na estrada.
Para quem administra uma frota a diesel, o ARLA pesa muito além da manutenção e merece o mesmo cuidado dedicado ao combustível. Não se trata só de cumprir a legislação. No mesmo pacote estão a previsibilidade de custo, a disponibilidade dos veículos e a conformidade ambiental. Quando o reservatório acaba, o caminhão perde potência e pode parar. O impacto na operação é direto. A boa notícia é que esse consumo é estável e mensurável. Isso permite tratá-lo com método.
O que é o ARLA no caminhão e para que serve
ARLA é a sigla de Agente Redutor Líquido de Óxido de Nitrogênio Automotivo. Na prática, é uma solução de 32,5% de ureia e 67,5% de água desmineralizada. Sua função é tratar os gases de escape. Ele é injetado no sistema SCR, a redução catalítica seletiva. Ali, os óxidos de nitrogênio são convertidos em nitrogênio e vapor d'água.
Vale uma distinção: o ARLA não é aditivo nem combustível e não se mistura ao diesel. Ele fica em um tanque exclusivo, de tampa azul, conforme orienta a cartilha do IBAMA. No exterior, é conhecido como AdBlue na Europa e DEF nos Estados Unidos. Em todos os casos, segue a norma internacional ISO 22241. Para a composição em detalhes, vale o guia sobre o que é o ARLA 32.
Por que o ARLA é obrigatório em caminhões a diesel
A exigência acompanha as fases do PROCONVE, o programa nacional de controle de emissões. A obrigatoriedade começou em 2012, com a fase P7. Hoje vigora a P8, equivalente ao Euro VI e definida pela resolução CONAMA 490/2018. Desde então, todo caminhão a diesel com motor SCR precisa operar com ARLA e diesel S10.
O motivo é técnico e ambiental. Sem o reagente, as emissões de óxidos de nitrogênio sobem de forma expressiva. Um estudo do ICCT registrou cerca de 5,2 g/kWh nessa condição, contra o limite de 2 g/kWh. Por isso o ARLA caminha junto do diesel S10 correto. Abastecer fora da especificação compromete o pós-tratamento e a durabilidade do conjunto.
Quanto a frota consome de ARLA
Esse é um dos pontos que mais favorecem o planejamento, porque o consumo é estável. Em média, fica em torno de 5% do volume de diesel. A faixa vai de 3% a 8%, conforme o motor e o perfil de rota. Em termos simples, são cerca de 5 litros de ARLA para cada 100 litros de diesel. A reposição acontece a cada três ou quatro tanques cheios, segundo a cartilha da ANFAVEA. O painel sinaliza o nível com antecedência. Para a gestão, essa proporção previsível abre espaço para:
- projetar compras e estoque com base no consumo real de diesel;
- distribuir o custo do ARLA por veículo e por operação;
- evitar reposições de urgência, em geral mais caras.
O que acontece se o ARLA do caminhão acabar
Ignorar os avisos tem custo operacional alto. O primeiro alerta aparece no painel com folga, em geral por volta de 2.500 km de autonomia restante. Sem reposição, o sistema reduz a potência de forma gradual. A perda de torque pode chegar a 40%. Em seguida, a velocidade é restringida e, no limite, o veículo para. A orientação dos fabricantes é reabastecer em até 48 horas após o primeiro aviso.
Vale reforçar: adulterar ou desativar o sistema é crime ambiental. Além disso, a prática tende a danificar componentes caros, como o catalisador e a bomba dosadora. A conduta mais segura, e mais econômica, é não deixar o nível chegar ao fim.
Como manter o controle do ARLA e do diesel na frota
O ponto cego costuma estar no registro manual. Quando o abastecimento depende de planilha e anotação, a empresa perde a visão do consumo de cada veículo e não sabe quando o estoque vai acabar. O resultado são paradas evitáveis e compras de última hora. O caminho mais consistente é medir o abastecimento na origem.
É nesse ponto que a ctasmart atua. Ela automatiza o controle de combustível no abastecimento interno e no caminhão comboio, com ganhos concretos para a gestão:
- cada litro registrado por veículo, com data, hora e identificação;
- saldo disponível em tempo real na Plataforma Web;
- dado capturado no momento do abastecimento com o CTA Pedestal e o CTA Mobile, sem anotação manual;
- a mesma lógica estendida a ARLA e lubrificantes, em um projeto sob medida para a operação.
Assim, o consumo de diesel e de ARLA deixa de ser estimativa. Ele passa a sustentar a gestão da frota e o acompanhamento de cada veículo, com rastreabilidade e previsibilidade.
Combustível sob controle, frota sempre rodando
O ARLA é simples de administrar quando o consumo é medido e o estoque é acompanhado de perto. Tratado como dado, e não como estimativa, ele entra na rotina sem comprometer a disponibilidade da frota. Na prática, isso significa menos paradas, menos compras emergenciais e mais quilômetros rodados.
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Perguntas frequentes sobre ARLA no caminhão
O que acontece se o ARLA acabar no caminhão?
O painel avisa com antecedência. Sem reposição, o motor entra em modo de potência reduzida, perde torque e pode parar. A recomendação é reabastecer em até 48 horas após o primeiro alerta.
Qual é o consumo de ARLA em relação ao diesel?
Em média, cerca de 5%, dentro de uma faixa de 3% a 8%. Isso equivale a aproximadamente 5 litros de ARLA para cada 100 litros de diesel, com reposição a cada três ou quatro tanques.
É proibido desativar o sistema de ARLA?
Sim. Desativar ou burlar o sistema é considerado crime ambiental, eleva as emissões e ainda pode danificar o catalisador e a bomba dosadora.
Como saber quanto cada caminhão consome de ARLA?
Pela medição por veículo. Com a automação da ctasmart, cada registro fica vinculado ao caminhão, o que permite comparar consumo, identificar desvios e planejar as compras com antecedência.
É possível automatizar o controle de ARLA e de lubrificantes?
Sim. Além do diesel, a ctasmart automatiza o controle de ARLA e de lubrificantes. É só entrar em contato: um de nossos especialistas formula um projeto customizado de acordo com a necessidade da sua operação.


